Com pouco mais de 18 meses, a bebé já tem um vocabulário cirúrgico. As deixas mais correntes são: “onde estás?”, “luz/ escuro”, “papa”, “bebezinhos”, “bola”, “almofada”, “jardim”, “meninos”, “cão”, “gato” e por aí fora, com muitas das palavras a terminarem em inhos por acréscimo próprio. Assim, o papá ficou pai e, depois, evoluiu para paizinho. Já eu sou mamã e mãe e ponto final. Hum….
O número de birras tem acompanhado os centímetros, ou seja, está maior e mais birrenta do que nunca. É bem disposta mas quando contrariada contorce-se e grita de tal maneira que só me apetece fugir. E está a ficar egoísta como todos os filhos únicos. Tudo é dela e é impensável emprestar roupas e brinquedos seja a quem for. Às vezes, até nos tenta expulsar dos sofás ou da cama: “sai!”, exige, toda autoritária. É de uma pessoa pensar que talvez tenha criado um pequeno monstro… mas de repente sorri e dá beijos inesperados a torto e a direito e com os bracinhos envolve-nos o pescoço e deixa-nos com um xiiiii-coração que nos derrete por inteiro.
Embora rendida ao charme dela ainda guardo na memória os lamentos do meu primo neste Verão. Dizia-me ele que a filha de seis anos o tinha ameaçado: “Se não te portas bem ponho-te num lar”… Fiquei siderada com a tenra pertinácia. Esta nova geração promete enlouquecer-nos.
Foi também no Verão que descobri que a bebé detesta a cor amarela arrancando toda a roupa dessa família que eu lhe vestisse: canário, torrado e tal. Tudo puxado como se lhe queimasse a pele. Não sabia que era possível já ter um gosto assim apurado tão cedo. A minha mulher-a-dias não acreditava e armou-se em campeã, estilo: “comigo ela veste o amarelo e não refila.” Porém, só faltou sair do quarto com um braço ao peito, tal foi a barulheira que se ouviu. Lá concluiu: “Nossa, essa minina já sabe bem o que quer!”.
Às vezes, quando vou a conduzir e a levo atrás sinto choverem-me objectos e lembro-me dos Gremelins transformados numa sala de cinema a atirarem com pipocas e copos de coca-cola, tudo num caos tremendo orquestrado por gargalhadinhas sinistras. É a evolução: não se pode ser um bebé deliciosamente lindo e tranquilo para sempre. Agora, assistimos ao despertar da fera.
Durante o Verão, a bebé passeou o seu balde e pá pela areia molhada, entrou corajosamente nas ondas e mostrou que é de fibra e viciada em água. Fico orgulhosa com esta sua apetência aquática dado que eu também assim era como testemunham as minhas fotos de nadadora precoce.
O seu delírio maior foram os animais que conheceu e os quais, a partir de agora, já é capaz de identificar quando os vê em livros e desenhos animados ou filmes. Animais como as ovelhas, vacas, porcos, galinhas, golfinhos, focas, leões-marinhos, macacos, iguanas e saguins, dando esta lista também uma ideia das férias dela, do campo à praia nada faltou.
Como não podia deixar de ser, eu e o pai dela trouxemos de Espanha o seu novo guarda-roupa de Inverno, tal como no ano passado. Isto por a aldeia do meu sogro ser a 10 minutos da fronteira. Tenho que reconhecer que os espanhóis adoram crianças e sabem tratá-las como autênticas princesas. Têm uma loja imperdível, a “Nanos”. Mas mesmo as mais acessíveis são belíssimas nas peças das suas colecções que não se vêem por cá. O preço anda ela por ela é mesmo uma questão de bom gosto.
E assim envaideço e dou cabo da minha filha que já escolhe, grita e exige. Gostava de a educar o melhor possível e emociono-me muitíssimo quando ela me chama querida. Estamos em pleno processo de educação e, até eles serem maiores há que dobrá-los mas... tudo com muito carinho.
O número de birras tem acompanhado os centímetros, ou seja, está maior e mais birrenta do que nunca. É bem disposta mas quando contrariada contorce-se e grita de tal maneira que só me apetece fugir. E está a ficar egoísta como todos os filhos únicos. Tudo é dela e é impensável emprestar roupas e brinquedos seja a quem for. Às vezes, até nos tenta expulsar dos sofás ou da cama: “sai!”, exige, toda autoritária. É de uma pessoa pensar que talvez tenha criado um pequeno monstro… mas de repente sorri e dá beijos inesperados a torto e a direito e com os bracinhos envolve-nos o pescoço e deixa-nos com um xiiiii-coração que nos derrete por inteiro.
Embora rendida ao charme dela ainda guardo na memória os lamentos do meu primo neste Verão. Dizia-me ele que a filha de seis anos o tinha ameaçado: “Se não te portas bem ponho-te num lar”… Fiquei siderada com a tenra pertinácia. Esta nova geração promete enlouquecer-nos.
Foi também no Verão que descobri que a bebé detesta a cor amarela arrancando toda a roupa dessa família que eu lhe vestisse: canário, torrado e tal. Tudo puxado como se lhe queimasse a pele. Não sabia que era possível já ter um gosto assim apurado tão cedo. A minha mulher-a-dias não acreditava e armou-se em campeã, estilo: “comigo ela veste o amarelo e não refila.” Porém, só faltou sair do quarto com um braço ao peito, tal foi a barulheira que se ouviu. Lá concluiu: “Nossa, essa minina já sabe bem o que quer!”.
Às vezes, quando vou a conduzir e a levo atrás sinto choverem-me objectos e lembro-me dos Gremelins transformados numa sala de cinema a atirarem com pipocas e copos de coca-cola, tudo num caos tremendo orquestrado por gargalhadinhas sinistras. É a evolução: não se pode ser um bebé deliciosamente lindo e tranquilo para sempre. Agora, assistimos ao despertar da fera.
Durante o Verão, a bebé passeou o seu balde e pá pela areia molhada, entrou corajosamente nas ondas e mostrou que é de fibra e viciada em água. Fico orgulhosa com esta sua apetência aquática dado que eu também assim era como testemunham as minhas fotos de nadadora precoce.
O seu delírio maior foram os animais que conheceu e os quais, a partir de agora, já é capaz de identificar quando os vê em livros e desenhos animados ou filmes. Animais como as ovelhas, vacas, porcos, galinhas, golfinhos, focas, leões-marinhos, macacos, iguanas e saguins, dando esta lista também uma ideia das férias dela, do campo à praia nada faltou.
Como não podia deixar de ser, eu e o pai dela trouxemos de Espanha o seu novo guarda-roupa de Inverno, tal como no ano passado. Isto por a aldeia do meu sogro ser a 10 minutos da fronteira. Tenho que reconhecer que os espanhóis adoram crianças e sabem tratá-las como autênticas princesas. Têm uma loja imperdível, a “Nanos”. Mas mesmo as mais acessíveis são belíssimas nas peças das suas colecções que não se vêem por cá. O preço anda ela por ela é mesmo uma questão de bom gosto.
E assim envaideço e dou cabo da minha filha que já escolhe, grita e exige. Gostava de a educar o melhor possível e emociono-me muitíssimo quando ela me chama querida. Estamos em pleno processo de educação e, até eles serem maiores há que dobrá-los mas... tudo com muito carinho.

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