Não te assustes bebé... Não tens nenhum irmão a caminho. Respira fundo e dá-me os parabéns, assim como tu fazes, a esticar os braços para mim e a distribuir-me beijos na boca. A mamã acaba de parir mais um livro, o seu terceiro romance publicado. Os contos também circulam mas um romance é um filho e um conto um estado de alma. Sei que vou escrever muito sobre ti, bebé, quer gostes ou não. Mas nada temas. Não com a impudência de uma Allende. Amo-te muito filha minha e talvez um dia nós possamos ter uma editora nossa. Como a Woolf. Talvez o bicho das letras esteja em ti também. Vamos esperar para ver se o meu bebé é uma plumazinha como a mamã!!! És a minha maior alegria e serás sempre.
«Let’s start a publishing house
to hell with small literature
we want something redblooded
lousy with pure
reeking with stark
and fearlessly obscene
but really clean
get what I mean
let’s not spoil it
let’s make it serious
something authentic and delirious
you know something genuine like a mark
in a toilet
graced with guts and gutted
with grace»
squeeze your nuts and open your face
[e.e. cummings, no thanks, 1935, adaptado por Diogo Madre Deus]

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