If I were a boy even just for a day
I'd roll out of bed in the morning
And throw on what I wanted
And go drink beer with the guys
And chase after girls
I'd kick it with who I wanted
And I'd never get confronted for it
'Cause they stick up for me
If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I'd be a better man
I'd listen to her
'Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted
'Cause he's taking you for granted
And everything you had got destroyed
If I were a boy
I would turn off my phone
Tell everyone it's broken
So they'd think that I was sleeping alone
I'd put myself first
And make the rules as I go
'Cause I know that she'd be faithful
Waiting for me to come home, to come home
If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I'd be a better man
I'd listen to her
'Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted
'Cause he's taking you for granted
And everything you had got destroyed
It's a little too late for you to come back
Say it's just a mistake
Think I'd forgive you like that
If you thought I would wait for you
You thought wrong
But you're just a boy
You don't understand
And you don't understand, oh
How it feels to love a girl
Someday you wish you were a better man
You don't listen to her
You don't care how it hurts
Until you lose the one you wanted
'Cause you're taking her for granted
And everything you had got destroyed
But you're just a boy
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
42 minutos
Há pessoas para as quais estacionamos não umas horas, mas, dias, semanas, meses, ou até mesmo, anos. Estacionamos, isto é, paramos com a nossa vida e reformulamo-la em função de uma simpática coexistência. Ou de uma coexistência que desejamos simpática. A nossa personalidade lima aqui e acolá, cedemos um ponto e outro, toleramos, aceitamos e exigimos porque também damos. A vida a dois é feita de cedências, sabemos. Assistimos à partida de alguns amigos que provocam ciúme e torcemos o nariz às amigas que suspeitamos terem sido algo mais do que isso. Tudo se modifica na fusão a dois. Habituamo-nos. Aprendemos novos horários, rotinas e afazeres. Surgem novas obrigações e deveres a par com algumas compensações. Sentimos saudades da liberdade perdida. Nauseamos com a vida controlada, as justificações para os pequenos atrasos ou as demoras daquilo que de nós é esperado. Sofremos. Em silêncio, recolhemos lágrimas amargas por nada correr como sonhámos ou planeámos um dia. Culpamo-nos. A nós e ao outro. Acusamos, discutimos, guerreamos. Tudo é intenso e os dias passam a ser escarlates. Esses dias que passam a semanas e a meses e a anos. Tornamo-nos a dor e o cansaço. A exaustão. Perdemos a paciência, o desejo, a quimera. Somos um anjo partido. Fragmentado. Deixamos de acreditar. Vemo-nos no espelho da insegurança do outro. Alimentamo-nos de mentiras, traições e insultos. A capacidade de limite do ser humano é tão extraordinária quanto única. Os mais racionais encontrarão sempre uma justificação mesmo quando ela não existe, mesmo quando nos dizem ah estás a tapar o sol com uma peneira. Tudo se tapa, encobre, esconde. Principalmente, a desilusão. Porque ao assumirmos algo tão dramático e intenso estamos a um passo do falhanço. E isso é algo que desde pequeninos somos educados a evitar. Temos de vencer sempre, ficar por cima, dos fracos não reza a História…
A nossa imobilidade torna-se invisível. Mais do que um espírito que paira numa casa é a casa que paira em nós, que nos absorve, que exige o nosso sangue. Tudo tem de estar impecável. Mesmo que nós já não habitemos ali. O que se deita na nossa cama é o medo e o cansaço. Do que nos dizem… do que nos fazem… da tortura de vivermos uma farsa. Somos uma second life quando devíamos ser a única life and… wife. E, um dia, salta-nos a tampa e exigimos a verdade. Mesmo que essa verdade seja o fim de algo e o princípio de outra coisa qualquer. É preciso coragem para viver. Para todos os dias nos levantarmos e cuidarmos do que é nosso afinal. Os filhos.
Tropeço em pais e mães divorciados todos os dias. Hoje é coisa banal. Não é algo que encoraje ou apoie. Acredito que quando se ama tudo é possível. Até mesmo o perdão. Sobretudo o perdão. As mulheres tendem a perdoar e os homens – alguns – a repetirem os erros. Os homens também perdoam e as mulheres – algumas – voltam a decepcionar. Anda meio mundo desencantado com outro meio mundo. E desencontrado. Mas para todos os que acreditam neles próprios e no valor deles enquanto seres humanos há sempre uma luz ao fundo do túnel.
Acredito que a pior dor é sobrevivermos aos nossos filhos. Nunca vi desespero maior do que o daqueles pais que assistem impotentes à morte de um filho menor, seja por acidente ou doença. Os amores? Vão e vêm. O trabalho? Pode ser melhor ou pior. A doença fatal não tem volta a dar.
E pode ser que um dia, no meio de uma rotina de doidos, se encontre um ser humano que nos olhe de uma forma absolutamente singular. Alguém que nos oiça, para o qual mais do que visíveis sejamos vistosas, alguém que nos atropele as palavras e nos suspenda os gestos e que nos sussurre numa doce impaciência: “Já estás aqui há quarenta e dois minutos.” Alguém que nos apresse a viver, a amar, a não desperdiçar os preciosos minutos, dias, semanas, meses, ou até mesmo, anos, da nossa existência.
sábado, 23 de outubro de 2010
Cenas...
Há cenas muito complicadas. Como o facto de haver apenas uma chave para uma fechadura... Eu sei qual é a minha chave... Nunca abriu um mundo fantástico e maravilhoso mas... é a minha chave... e eu sei...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Carta de um PAI a um professor
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."
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