sábado, 23 de outubro de 2010
Cenas...
Há cenas muito complicadas. Como o facto de haver apenas uma chave para uma fechadura... Eu sei qual é a minha chave... Nunca abriu um mundo fantástico e maravilhoso mas... é a minha chave... e eu sei...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Carta de um PAI a um professor
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O teu olhar azul
Quando ela entrou na sala, ele interrompeu a brincadeira com os amigos e ergueu-se de um jeito automático, numa veneração muda. Esse momento - do olhar dele para ela - pareceu-me uma eternidade... Ela não estava nem aí. Agarrada à minha mão, tímida mas entusiasmada, não olhava para ninguém em particular mas revia-os a todos. E ele permanecia preso à visão dela, em pé como um cavalheiro perante a sua dama, incapaz de retomar a brincadeira com os outros dois, os quais prosseguiam os jogos sentados no chão. Cumprimentei-o mas ele ignorou-me. Só ela existia e aquele olhar azul inspecionava-a, absorto e encantado. Depois, fomos guardar a mochila e eu deixei-a com o coração apertado mas deveras impressionada com a reacção espectacular do amiguinho especial. E pensei na sinceridade de um olhar derretido de um miúdo de três anos... Porque será que, ao longo da vida, se estragam os corações verdadeiros? E foi assim, o primeiro dia da Constança de regresso ao Colégio.
domingo, 5 de setembro de 2010
Para príncipes
- Que castelo é aquele, amor? Já imaginaste alguém a viver ali? É lindo e, olha, tem a bandeira da ordem dos Templários...
- É para príncipes que não existem a não ser nas histórias que conto à minha filha.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
FIAT 500
É lindo este carro! Fácil de conduzir. O leitor de CD lê também mp3. O painel é espectáculo. Arruma-se bem e apita. Adorava tê-lo na versão cabriolet. Mas só o consegui comprar numa versão miniatura e com uma Barbie ao lado lolol
domingo, 8 de agosto de 2010
And death shall have no dominion
And death shall have no dominion
Dead men naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.
Mais um poema absolutamente soberbo de Dylan Thomas
Do not go gentle into that good night
Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.
Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.
Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.
Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.
Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.
And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.
Poema de Dylan Thomas, dedicado ao pai moribundo e considerado um dos seus melhores trabalhos.
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.
Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.
Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.
Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.
Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.
And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.
Poema de Dylan Thomas, dedicado ao pai moribundo e considerado um dos seus melhores trabalhos.
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