A palavra dervixe descreve um sufi que está à beira da iluminação; um sufi é um membro da ordem dos dervixes rodopiantes, é um místico.
Segundo uns autores, a palavra sufi vem do grego “sophos” que significa sabedoria; segundo outros autores a palavra vem do árabe “sûf”, que significa lã que estaria relacionada com as vestes de lã usadas pelos primeiros místicos em sinal de humildade.
Foi Rumi quem criou a Sema (cerimónia) que ainda hoje subsiste nos mesmos moldes. A Sema envolve cantos, louvores, música e dança giratória, como forma de chegar mais perto de deus. A palavra Sema significa audição e designa um dos nomes ou atributos de deus revelados no Corão (ya-Samí, aquele que tudo ouve) e foi criado dentro de um modelo análogo a um sistema solar em miniatura: como os planetas giram em redor do sol, os dervixes giram ao redor do seu próprio centro. O Sema acontece pelo movimento giratório do corpo que leva a um estado de alteração de consciência; a acção de girar repetidamente leva a um estado alternado de consciência, que produz uma espécie de transe ou êxtase místico. Esse estado, de acordo com o sufismo, possibilita que o indivíduo perceba, de uma maneira mais consciente, uma “energia” que os sufis chamam de baraka (substracto material e espiritual da vida). O giro induz a um estado de transe que torna mais fácil a mística união espiritual com deus.

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