quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

HAPPY NEW YEAR



Mais um ano a começar... O início é sempre excitante. No princípio tudo parece brilhante e promissor. As expectativas e desejos estão em alta. Todos nós suspiramos por um ano melhor do que aquele que agora termina. Cada ser humano do planeta tem ânsias concretas mas nem todos lutam por as tornar realidade. Muitos desistem porque a vida é complicada. Os sonhadores reinventam sempre à espera de mais e mais. Num ano muita coisa muda e acontece. Os sentimentos, as intenções, as criaturas que nascem e morrem, os projectos profissionais que abraçamos ou perdemos, o que nos impele a viver e a amar cada bocado de estarmos a bordo da VIDA. As músicas que nos fazem dançar e pular, os filhos que vemos crescer a olhos vistos, mudando a cada segundo... As graças que acumulamos, o arrependimento que aprendemos, as lutas que travamos. Viver não é fácil mas celebramos cada ano de vida como se fosse uma festa, a mais universal de todas, independentemente das crenças de cada um.
É mais um ano para todos nós que habitamos a Terra e novas oportunidades irão surgir no meio das trevas. Talvez mais países assinem acordos de paz. Talvez menos pessoas morram às mãos de psicopatas. Talvez mais crianças consigam lares de acolhimento. Talvez mais idosos não apaguem as memórias. Talvez novos vírus se esqueçam de aparecer. Talvez a crise nos dê um merecido descanso. Talvez ... Tenhamos fé. Que 2010 seja um Ano Esplenderoso para a HUMANIDADE e ilumine o coração dos homens. Gostava muito que um pequeno milagre nos acontecesse a todos, um daqueles tão inacreditáveis que nos mudasse por completo. Como se também nós pudessemos ser pessoas tão novas  a estrear paralelas ao ano. Cheias de encanto porque inocentes e crédulas. Sermos a criança para a qual a magia se tece todos os dias. Amor, paz e concórdia. Pode parecer piroso ou velho cliché mas é isso mesmo que eu mais desejo. A bondade e a generosidade não foram inventadas. Elas existem na realidade mas só nós as podemos sentir e fazer manifestar. Uns com os outros.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A eternidade de Romeu & Julieta




Fui ver New Moon da célebre saga Twilight... Sei que não tem tido boas críticas e até percebo porquê. Mas como vampire expert não posso deixar de gostar. Para já, não me revolta o facto de as personagens principais serem vampiros adolescentes, e isso tem sido um entrave para muitos potenciais apreciadores do género. Depois, o êxito junto do público feminino não se prende só com o charme inegável e poderosíssimo de Edward Cullen (Robert Patisson), o vampiro bonitão da fita. É que para além de ser lindo de morrer, o jovem pálido tem alma e, aqui, assemelha-se ao Louis de Anne Rice: um monstro preso a um moralismo dilacerante, dividido pela eterna luta entre o bem e o mal que lhe condiciona todas as escolhas possíveis. E ainda é absolutamente romântico e solta aquelas tiradas que derretem qualquer mulher, independentemente da idade, sendo a idade um problema agonizante para a sua parceira Bella (Kristen Stewart).
Lua Nova é - como o Crepúsculo - um filme de amor num cenário vampírico. É óbvio que não há cenas de sexo - uma vez que os vampiros, de uma forma tradicional e se exceptuarmos os de Sangue Fresco - não têm essa necessidade de prazer físico, sendo o equivalente ao orgasmo atingido quando bebem o sangue das suas vítimas. No entanto e mesmo sem o sexo que tantos filmes faz vender, Lua Nova é pleno de desejo e de um erotismo velado. Esse desejo existe na forma de um triângulo, uma vez que o jovem índio que também é lobo gigante vive igualmente apaixonado por Bella.
Mas tal como a famosa peça de teatro que os estudantes seguem no início do filme, também nesta película em particular assistimos a um Romeu & Julieta versão vampírica. Tudo se repete, embora com desenlaces diferentes e originais.
Dito isto, é de salientar que todos os filmes de vampiros que se transformam em hinos de amor têm sucesso garantido. Recordo uma frase em particular do Drácula de Coppola, em que ele explica à amada: "Atravessei oceanos de tempo só para te encontrar." Sublime, se tivermos em consideração a dificuldade que é atravessar um oceano e imaginarmos o tempo impossível de espera até aparecer a pessoa certa.
Por fim, um vampiro belo e imortal que quer selar uma promessa de amor eterno através do casamento é o cúmulo do romantismo e merece a maior ovação. Gosto muito de vampiros leais ao longo de séculos. Se há algo em Lua Nova que atrai a juventude talvez seja a beleza de sentimentos e de votos, aliada sem dúvida ao encanto das próprias personagens. Um voto positivo à resistência de Isabella que mesmo carente e magoada soube resistir ao assédio do lobo. É assim com as mulheres que sabem bem o homem que querem!!!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Thank you minister James Pierpoint




Dashing through the snow


In a one horse open sleigh

O'er the fields we go

Laughing all the way

Bells on bob tails ring

Making spirits bright

What fun it is to laugh and sing

A sleighing song tonight



Oh, jingle bells, jingle bells

Jingle all the way

Oh, what fun it is to ride

In a one horse open sleigh

Jingle bells, jingle bells

Jingle all the way

Oh, what fun it is to ride

In a one horse open sleigh



A day or two ago

I thought I'd take a ride

And soon Miss Fanny Bright

Was seated by my side

The horse was lean and lank

Misfortune seemed his lot

We got into a drifted bank

And then we got upsot



Oh, jingle bells, jingle bells

Jingle all the way

Oh, what fun it is to ride

In a one horse open sleigh

Jingle bells, jingle bells

Jingle all the way

Oh, what fun it is to ride

In a one horse open sleigh yeah



Jingle bells, jingle bells

Jingle all the way

Oh, what fun it is to ride

In a one horse open sleigh

Jingle bells, jingle bells

Jingle all the way

Oh, what fun it is to ride

In a one horse open sleigh

Cien sonetos de AMOR



Seria de supor uma relação perfeita mas... são muito temperamentais.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cartas ao Pai Natal


Em 1973, as crianças portuguesas - ou os pais dessas crianças - escreviam cartas natalícias bem diferentes das de hoje... Em homenagem a esse ano em particular e às missivas seleccionadas num concurso da Crónica Feminina, no qual participaram 20 mil crianças, eis um apanhado de excertos dessas cartas ao Pai Natal. São lindas, enternecedoras, inocentes e tão pouco materialistas... Não esquecendo que o nosso País ainda estava em guerra, lá, no Ultramar...

"Eu este ano desejava que tu me deitasses nos meus sapatos aquele brinquedo que eu ando farta de te pedir, aquela linda boneca de cabelos compridos, olhos azuis e faces rosadas! Oh Pai Natal, se me desses essa boneca eu quando estivesse contigo dava-te mil beijos de felicidade, mas fico tão triste só de pensar que esse brinquedo nunca vai chegar às minhas mãos."

"Por isso te peço esta noite, Bom Pai Natal, que leves ao doce Jesus a minha mensagem. Diz-lhe que cinco crianças lhe pedem que salve a sua mãezinha e a deixe voltar à alegria da nossa casa agora fechada. E diz-lhe também que, mesmo sem presentes, sem árvore, sem velas e sem fogo na lareira, este Natal que se aproxima não será para nós nem frio nem triste, se tivermos a nossa Mãe".

"Nestes dias perto do Natal em que as lojas estão cheias de brinquedos e quase todas as pessoas estão contentes e todos os meninos desejam chegar ao dia de Natal para receberem os seus presentes eu estou muito triste e queria pedir-te um presente muito lindo. Não quero bonecas nem outros brinquedos. Queria que no Natal me trouxesses de presente o meu papá que há tanto tempo que não o vejo e sei que se ele voltasse me trazia muitos brinquedos. Tu já vês, Pai Natal, o que é eu passar este dia sem o meu papá?"



"Já não te via há um ano! Como deves saber o ano passado fiquei radiante com os meus presentes! Sabes ao chegar o Natal fico muito contente por o ver chegar e bater à minha porta. Mas sinto tristeza ao mesmo tempo, pois penso naqueles que passam o Natal nos hospitais, nas prisões sem que tenham a menor festa, naqueles que neste dia nascem e vêm ao mundo para passarem talvez um Natal horrível, naqueles que passam o Natal com fome e que o passam na guerra e naqueles também que neste dia deixam o mundo para sempre."

"Pai Natal, porque é que eu este Natal não ganho nada? A mamã disse-me isso e desatou a chorar. O papá está doente. Eu gostava tanto dos chocolates que me puseste o ano passado. É verdade que tu não pões nada no meu sapatinho este ano? Põe, eu ainda sou pequena e ajudo a minha mamã sempre. Se vieres eu dou um grande beijinho à senhora professora pois foi ela que me disse para te escrever. Não te esqueças de mim. Um grande beijinho."

"Gostava que este Natal fosse diferente dos outros. Gostava que fosse um Natal de Paz e Alegria, que os homens acabassem com as guerras, porque elas não adiantam nada e só provocam mortes. Se puderes dá-me um estojo de química, daqueles que têm tubos de ensaio, provetas e todas aquelas coisas da química porque é a disciplina de que gosto mais. Beijinhos para ti e até para o ano."

"Olha, sabes uma coisa? Este ano gostava que me trouxesses uma bicicleta porque me portei bem durante o ano. Como vês, sou pouco exigente."

"Espero que não estejas constipado quando distribuires os presentes à meia-noite do dia 24 de Dezembro. Não te exponhas demasiado ao frio nem à chuva, tem cuidado... Já és velhinho."




"Sabes, Pai Natal, não peço nada para mim, peço apenas para a minha vovó, para que ela não chore e sofra tanto, como tem sucedido desde que o vôvô morreu. Desejo voltar a vê-la rir, a brincar comigo e a passear."

"Como me tenho portado bem na escola e em casa não tenho feito maldades, julgo que vou merecer as coisas que te vou pedir neste Natal. Em primeiro lugar, gostava que me desses uma boneca daquelas muito bonitas, que falam e tudo, e, depois, gostava de ter um livro de histórias com gravuras bonitas, daquelas que falam de animais, sabes, eu gosto muito dos animais e se me desses um cãozinho também ficava muito contente."

"É com grande alegria que te escrevo por saber que o Natal se aproxima. Em segundo lugar queria que estivesses de boa saúde, óptima disposição e que gozasses ainda muitos anos de vida junto ao Menino Jesus."

"Não te esqueças da minha chaminé, olha que ela está um bocadinho escondida por causa do prédio grande que fizeram ao lado."

"Eu sou o Rui Nuno. É a primeira carta que te escrevo, para te pedir uma coisa que penso que tu não me vais poder dar. Eu gostava tanto, tanto que vê se me dás um jeito - mesmo que tu não possas trazê-lo pela chaminé - de ter um cão Pastor Alemão vê se falas com o meu pai e o convences a me dar um cão desses. Com a minha mãe não vale a pena falares porque ela diz logo que não quer um cão."

"Um dos meus maiores desejos é que acabe a guerra porque não quero que os meus paizinhos e manos sofram com isso."

"Gosto também da sua barba que é muito grande e engraçada por lhe chegar à barriga, pois por ser também pequeno parece um anão."

"Eu venho pedir-lhe este Natal se me dava este ano uma pistola pois eu estou na Casa Pia e a minha mãe não me pode dar."

"Digo-te Pai Natal, seria bom, muito bom mesmo, que este Natal se passasse sem guerras ou ódios, que todos se reconciliassem para festejar o nascimento do meu querido Jesus. E para mim peço-te coragem. Coragem, sim! Porque com a coragem, mesmo que não tenha saúde, tenho ânimo para tudo!!!".