quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A eternidade de Romeu & Julieta




Fui ver New Moon da célebre saga Twilight... Sei que não tem tido boas críticas e até percebo porquê. Mas como vampire expert não posso deixar de gostar. Para já, não me revolta o facto de as personagens principais serem vampiros adolescentes, e isso tem sido um entrave para muitos potenciais apreciadores do género. Depois, o êxito junto do público feminino não se prende só com o charme inegável e poderosíssimo de Edward Cullen (Robert Patisson), o vampiro bonitão da fita. É que para além de ser lindo de morrer, o jovem pálido tem alma e, aqui, assemelha-se ao Louis de Anne Rice: um monstro preso a um moralismo dilacerante, dividido pela eterna luta entre o bem e o mal que lhe condiciona todas as escolhas possíveis. E ainda é absolutamente romântico e solta aquelas tiradas que derretem qualquer mulher, independentemente da idade, sendo a idade um problema agonizante para a sua parceira Bella (Kristen Stewart).
Lua Nova é - como o Crepúsculo - um filme de amor num cenário vampírico. É óbvio que não há cenas de sexo - uma vez que os vampiros, de uma forma tradicional e se exceptuarmos os de Sangue Fresco - não têm essa necessidade de prazer físico, sendo o equivalente ao orgasmo atingido quando bebem o sangue das suas vítimas. No entanto e mesmo sem o sexo que tantos filmes faz vender, Lua Nova é pleno de desejo e de um erotismo velado. Esse desejo existe na forma de um triângulo, uma vez que o jovem índio que também é lobo gigante vive igualmente apaixonado por Bella.
Mas tal como a famosa peça de teatro que os estudantes seguem no início do filme, também nesta película em particular assistimos a um Romeu & Julieta versão vampírica. Tudo se repete, embora com desenlaces diferentes e originais.
Dito isto, é de salientar que todos os filmes de vampiros que se transformam em hinos de amor têm sucesso garantido. Recordo uma frase em particular do Drácula de Coppola, em que ele explica à amada: "Atravessei oceanos de tempo só para te encontrar." Sublime, se tivermos em consideração a dificuldade que é atravessar um oceano e imaginarmos o tempo impossível de espera até aparecer a pessoa certa.
Por fim, um vampiro belo e imortal que quer selar uma promessa de amor eterno através do casamento é o cúmulo do romantismo e merece a maior ovação. Gosto muito de vampiros leais ao longo de séculos. Se há algo em Lua Nova que atrai a juventude talvez seja a beleza de sentimentos e de votos, aliada sem dúvida ao encanto das próprias personagens. Um voto positivo à resistência de Isabella que mesmo carente e magoada soube resistir ao assédio do lobo. É assim com as mulheres que sabem bem o homem que querem!!!

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