quinta-feira, 12 de março de 2009

E por fim o INFANTÁRIO...

Tanta pressão me fizeram com o raio do infantário e do bem que faria à bebé e tal que acabei por metê-la num. Assim, aos dois anos a bebé começou a agrura da "mochila às costas" que por enquanto ainda é o saco das fraldas que eu levo. Mas, na verdade, estamos as duas a adorar a experiência. Ela tem uma farda linda!!!!!!!!! Daquelas de saia plissada cinzenta, camisa branca, meias vermelhas e casaco vermelho. Como uma mini colegial!!! E o fato de treino é o máximo!!! Depois, os outros miúdos da turma dela são adoráveis. Apaixonei-me pela criançada e quase que me voluntariava para educadora infantil nas horas vagas seduzida por todos aqueles olhares curiosos e carinhas mimosas à minha volta. Felizmente estes desejos esfumam-se com as birras da minha multiplicadas mentalmente por dúzias.... Não seria mesmo capaz.
As verdadeiras educadoras têm paciência e sabedoria para lidar com estes seres extraordinários. Só depois de ter sido mãe - e isto é muito difícil de explicar mas é verdade - é que as crianças passaram a ter uma espécie de magia para mim. Embora me lembre de estar no berçário da Alfredo da Costa quando a minha terceira afilhada nasceu e eu nem sequer sonhava em ser mãe e já aí ter tido a percepção de me ter eclipsado do mundo normal para mergulhar no espaço mais doce e belo de sempre. Junto daqueles bebés acabados de nascer e em camas que formavam um semi-círculo eu olhei para a enfermeira e acho que chorei... Eram todos um milagre e a vida que emanava daqueles corpinhos aquecia a alma da miúda mais obstinada em não ser mãe. Quatro anos depois tocava-me a mim soprar uns pós de perlimpimpim e realizar também a minha princesa.
Com a novidade infantário, o que me custa mais é o deitar cedo e cedo erguer... Mas depois divirto-me com as suas novas habilidades e situações, estilo palavras que não sabia que ela já sabia e expressões delirantes do género "não chateeis deixa em paz" que considero geniais aos dois anos feitos.
A bebé vê e memoriza tudo, tem uma facilidade de aprendizagem fantástica e, ao contrário da mãe, não tem medo de saltar e quase bater com a cabeça no tecto impulsionada pelos braços fortes e viris do progenitor... "Ela vai gostar de andar na montanha russa" declara ele, encantado de tanto a fazer saltar e de a sentir ao rubro de feliz...
Em part-time para não massacrar a bebé que é muito apegada à mãe e mimada por todos os que a conhecem e veneram o infantário promete ser o cenário de muitas novas e giras aventuras da bebé. A primeira não correu lá muito bem porque ao segundo dia trouxe um vírus para casa que andámos as duas uma semana e meia a espalhar ranho e tosse e mergulhadas em remédios... Como aquilo é bilingue e frequentado por várias crianças inglesas declarei logo tratar-se de um vírus bife, dado que na minha vida nunca estive tão em baixo com uma "gripe". O pai da bebé concordou a uma distância saudável.
Mas não devia ter sido tão venenosa, eu que até passo por uma estrangeira sempre que vou lá e me cruzo com os alegres good mornings dos outros pais balançados com o meu ser de cabelos louros e altura prodigiosa... Enfim, espirros à parte que venha agora o melhor para a bebé crescer e evoluir e tornar-se ainda mais LINDA

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mais um parto

Não te assustes bebé... Não tens nenhum irmão a caminho. Respira fundo e dá-me os parabéns, assim como tu fazes, a esticar os braços para mim e a distribuir-me beijos na boca. A mamã acaba de parir mais um livro, o seu terceiro romance publicado. Os contos também circulam mas um romance é um filho e um conto um estado de alma. Sei que vou escrever muito sobre ti, bebé, quer gostes ou não. Mas nada temas. Não com a impudência de uma Allende. Amo-te muito filha minha e talvez um dia nós possamos ter uma editora nossa. Como a Woolf. Talvez o bicho das letras esteja em ti também. Vamos esperar para ver se o meu bebé é uma plumazinha como a mamã!!! És a minha maior alegria e serás sempre.


«Let’s start a publishing house
to hell with small literature
we want something redblooded
lousy with pure
reeking with stark
and fearlessly obscene
but really clean
get what I mean
let’s not spoil it
let’s make it serious
something authentic and delirious
you know something genuine like a mark
in a toilet
graced with guts and gutted
with grace»
squeeze your nuts and open your face
[e.e. cummings, no thanks, 1935, adaptado por Diogo Madre Deus]

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Café de maldosos

A bebé adoeceu e ficou uma semana a Brufen e Zyrtec comigo a aspirar-lhe a ranhoca num boca/ nariz que só os pais modernos sabem, uns tubinhos revolucionários que nos lixam a garganta mas aliviam imenso os bebés. É, alías, a única forma de os assoarmos e quem teve essa idéia está de parabéns. No meio da doença da bebé - o meu irmão acha sempre um exagero que a designe assim mas uma constipação num bebé tão tenro é uma doença chata sim senhor - apanha-me a porta da varanda aberta e zás! escorrega no chão acabado de lavar e bate com a carinha na pedra do parapeito. Reultado: um olho negro de efeito quase imediato, embora no dia seguinte fosse bem mais penoso olhar para a cara daquele anjinho....
Enfim, feito o mal tenta-se salvar a coisa o melhor possível e vai logo de pôr thrombocid e tal. Ao terceiro dia e porque também estava aparentemente melhor da doença/constipação fui com ela ao centro comercial ao lado da minha casa e a dois cafés. Fui olhada com muitissima desconfiança. Por quem me conhecia e desconhecia. Expliquei perante as perguntas do "Oh, coitadinha! O que aconteceu à bebé?" que ela era traquina e tinha caído na varanda porque escorregara. E a prova da traquinice é que já andava a falar com uns e outros pelas mesas e a esconder-se atrás dos estores. Quando a repreendi e a chamei para perto de mim olharam-me de novo daquela maneira. Como se olha quando não se acredita. E eu senti-me uma forasteira numa terra de gente estranha. Senti que duvidavam da minha explicação e que na cabeça deles deviam estar a pensar: "Pois... bateram-lhe e agora andas para aí a dizer que ela caiu. És tu e a PJ cá do sítio." Porra e não gostei. E o bom de ter um blogue é que aqui posso mandar todas aquelas pessoas maldosas À MERDA!!!!! A minha filha caiu sim e acidentes acontecem DE VERDADE!!!!!!!!!!!!!!!

Tenho medo da caminha...

A bebé está quase a fazer dois anos. O tempo passa tão célere como me recorda o desvairado ponteiro dos segundos do novo relógio da cozinha. Até dá azia olhar para aquela frenética agulha... Ainda ontem a bebé me mirava em silêncio e hoje é uma perseguidora feroz de todos os meus passos e gestos. Agarra-me na mão e puxa-me, quer-me ali e acolá, não posso sair sem a sua autorização ou esquivar-me para um cigarro discreto... É uma pequena melga. Claro que é amorosa e querida e eu também acho o máximo ela adorar-me assim e tal mas quando chega ao ponto de eu não poder estar a tomar um duche porque ela me puxa a cortina da banheira e berra COLINHO a plenos pulmões... começa a ser SUFOCANTE.
E, se durante o dia a bebé é uma exigência permanente à noite tornou-se outra. Desde um fim-de-semana fora de portas em que partilhámos a mesma cama nunca mais abdicou da doce sensação do quente da mamã. Isto aliado ao facto de numa das suas birras ter SALTADO a cama de grades e aterrado num lindo chão de madeira... Resultado: o medo da caminha...
Já tentei tudo: explicar-lhe que a cama não tem nada de assustador mas que não deve praticar saltos acrobáticos por cima de edredons a fazerem de trampolim... Aqueço-lhe os lençóis com um saco de água quente, meto-lhe a temperatura do quarto em regime tropical e a pequena piranha nem assim lá fica. Perante os seus gritos, choro e inclusive vómitos tenho de a levar comigo e encaixá-la entre nós os dois. Não é fácil mas a bebé tornou-se uma pedinchona da cama grande ao pé da mamã e do papá e isto está a dar comigo em DOIDA.
Medos infantis... Aos dois anos é o medo de perder os pais assim rezam todos os sites da matéria. Ela para o pai está a borrifar-se mas a mamã é que não pode faltar. Ele às vezes tenta com maior ou menor sucesso SER PAI. Tem as preocupações dele e pouca paciência. As mães são abençoadas e as que ficam em casa MASSACRADAS. Muito mais se devia escrever sobre as mulheres que sacrificando mais ou menos a carreira delas se tornam FULL TIME MUMS. E nós já decidimos que até aos TRÊS ANOS não há infantário para a bebé doa a quem doer. Mas é só a mim que dói e eu espero que por causa deste meu mega esforço ela nunca me mande à merda numa fase tresloucada da adolescência. É que isto custa MUITO. E eu sinto-me SOZINHA.
Medo dos monstros é só a partir dos três anos. Ou seja, a bebé é precoce porque já foge deles por toda a casa. Excesso de desenhos animados? Claro que filtro a bonecada, eu própria já sei de cor o que interessa ou não e rio-me com as expressões dela aprendidas por lá: "Oh Céus!", "E agora o que fazemos?", "Não é justo!", "Está bem mamã", e por aí fora.
Medo do escuro nunca teve. Quer sempre as luzes todas apagadas. Depois é uma hora e meia ou duas na alegre palhaçada de saltos e cavaqueira do que aprendeu nesse dia... só então adormece, encostada a mim, a segurar-me na mão, após ter dado e recebido milhares de beijinhos... É assim a doce vida dos bebés. Agora a mãe é que tem MEDO. De não aguentar a barra. I'm loosing it, como dizem nos filmes.

For your eyes only

Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

- «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,
Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...

Nicolau Tolentino

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Todos os Patinhos


Com a sua personalidade a delinear-se a bebé já tem também gosto musical. Existem músicas que despreza, outras que suporta e, uma em particular, que adora com paixão: a dos patinhos! Mal entra no carro começa a pedir: “patos!”, “patos!” e, assim que esta termina pedincha encores intermináveis. Ou seja, todo o percurso automobilístico passa a ter como música de fundo a brevidade de uma faixa elevada à eternidade on the road…
E eu apercebo-me que deixei de ouvir música. Antes, ouvia em casa, quando escrevia ou arrumava coisas. Também escutava no ginásio ou sempre que conduzia o carro. Mas desde o dia da morte do meu pai – e já na doença dele – fui cortando com a música. É engraçado constatar isso porque, na realidade, é ainda uma forma de luto. Sinto-me demasiado inadaptada para abanar a cabeça ou cantarolar, nessa onda de boa disposição e alegria que a música nos proporciona.
Mas a bebé, alheia aos dramas da vida exige os patinhos e, a eles tem todo o direito. Sinto-me, como mãe, responsável pela felicidade da minha filha. E nada do que me possa afectar a mim deve afectá-la a ela. Separo o coração do cérebro e sigo com as nossas vidas…
Outro prazer da bebé foi a descoberta dos lápis de cor. Risca folhas brancas – porque ainda a consigo impedir de pintar as paredes cá em casa – e diverte-se com os desenhos que lhe faço e que o meu marido diz que são cópias das ilustrações dos livros dela. E daí? O que interessa é que ambas nos divertimos imenso.
Quando ela acorda fá-lo sempre com uma tremenda boa disposição. Sinceramente, acho isso fantástico. Para ela, cada dia é mais um dia de brincadeiras, onde tudo vai correr bem, terá os seus brinquedos para jogar, é inundada de beijinhos, transportada ao colo ou no seu carrinho de princesa, todos lhe ligam e sorriem e ninguém a atraiçoa ou lhe faz mal. A bebé não sofre a não ser que uma constipação lhe entupa o nariz ou uma cólica lhe faça dores de barriga. E neste mundo de bebés onde tudo é uma perfeição tecida na tranquilidade e segurança nós, os pais que vivemos no mundo real, mais cedo ou mais tarde começamos a temer que algo de sinistro trave a felicidade dos nossos filhos.
Um dia, um colega meu confessou-me que nunca iria ter filhos porque não lhes queria dar o nosso mundo louco por herança. Pensei que tal teoria não tinha qualquer fundamento, e que se todos pensássemos assim, então ninguém procriava. Porém, agora que a bebé está cá fora e faz parte da humanidade também eu me inquieto e muito. Basta ver um noticiário para termos a nossa dose de crime e violência. E se ela, um dia, for uma vítima? Quem me garante que a minha filha – que é o meu maior diamante – está a salvo da selvajaria dos assaltantes e violadores? Ou da fatalidade de um acidente de automóvel? Ou da desgraça de uma doença incurável?
Começamos a viver com estes medos e a recear a escuridão que possa vir dos outros. As pessoas boas não andam com uma estrela na testa, caso contrário seria fácil seguir o caminho certo, sem falhar nas escolhas. Porém, é neste mundo tão maravilhoso quanto cruel e sanguinário que nós vivemos. E uma vez que somos pais compete-nos a mais tremenda das tarefas: somos responsáveis pela felicidade dos nossos filhos. Temos de lhes oferecer segurança e cuidar para que nada lhes falte. Fomos nós que decidimos que eles iam nascer e somos nós que velamos por eles até à idade adulta e, quantas vezes, depois dela. Ser pai e mãe não é uma obrigação com princípio, meio e fim mas antes algo que nos transforma até à morte em anjos tutelares e que nos faz questionar se a paciência é ou não é genética :-)
Todo o ouro do mundo não paga os sacrifícios diários que os pais fazem pelos filhos para que estes possam voar mais alto e mais longe. É esse o orgulho de quem é pai ou mãe: tentar proporcionar o melhor do mundo para os seus patinhos. E assim, quando estes baterem asas e procurarem, por sua vez, nidificar, alguma coisa terão aprendido com os seus progenitores. O amor gera o amor.


Todos os Patinhos Versão I

Todos os patinhos acabam de brincar, acabam de brincar,
Os pijamas vão vestir e os dentes vão lavar,
Os pijamas vão vestir e os dentes vão lavar.

É que esta hora, é hora de dormir, é hora de ir dormir,
Mas ainda é tempo para uma história ouvir,
Mas ainda é tempo para uma história ouvir.

Pais, mães ou avós à cama lhes vão dar, à cama lhes vão dar
Um beijo de boa noite e a luz apagar e a luz apagar

Todos os Patinhos Versão II

Todos os patinhos
sabem bem nadar (bis)
cabeça para baixo
rabinho para o ar

Quando estão cansados
da água vão sair (bis)
depois em grande fila
p'ró ninho querem ir

Na hora da papa
todos querem comer (bis)
atrás da mamã pata
vão todos a correr











quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Onde estás?

Com pouco mais de 18 meses, a bebé já tem um vocabulário cirúrgico. As deixas mais correntes são: “onde estás?”, “luz/ escuro”, “papa”, “bebezinhos”, “bola”, “almofada”, “jardim”, “meninos”, “cão”, “gato” e por aí fora, com muitas das palavras a terminarem em inhos por acréscimo próprio. Assim, o papá ficou pai e, depois, evoluiu para paizinho. Já eu sou mamã e mãe e ponto final. Hum….
O número de birras tem acompanhado os centímetros, ou seja, está maior e mais birrenta do que nunca. É bem disposta mas quando contrariada contorce-se e grita de tal maneira que só me apetece fugir. E está a ficar egoísta como todos os filhos únicos. Tudo é dela e é impensável emprestar roupas e brinquedos seja a quem for. Às vezes, até nos tenta expulsar dos sofás ou da cama: “sai!”, exige, toda autoritária. É de uma pessoa pensar que talvez tenha criado um pequeno monstro… mas de repente sorri e dá beijos inesperados a torto e a direito e com os bracinhos envolve-nos o pescoço e deixa-nos com um xiiiii-coração que nos derrete por inteiro.
Embora rendida ao charme dela ainda guardo na memória os lamentos do meu primo neste Verão. Dizia-me ele que a filha de seis anos o tinha ameaçado: “Se não te portas bem ponho-te num lar”… Fiquei siderada com a tenra pertinácia. Esta nova geração promete enlouquecer-nos.
Foi também no Verão que descobri que a bebé detesta a cor amarela arrancando toda a roupa dessa família que eu lhe vestisse: canário, torrado e tal. Tudo puxado como se lhe queimasse a pele. Não sabia que era possível já ter um gosto assim apurado tão cedo. A minha mulher-a-dias não acreditava e armou-se em campeã, estilo: “comigo ela veste o amarelo e não refila.” Porém, só faltou sair do quarto com um braço ao peito, tal foi a barulheira que se ouviu. Lá concluiu: “Nossa, essa minina já sabe bem o que quer!”.
Às vezes, quando vou a conduzir e a levo atrás sinto choverem-me objectos e lembro-me dos Gremelins transformados numa sala de cinema a atirarem com pipocas e copos de coca-cola, tudo num caos tremendo orquestrado por gargalhadinhas sinistras. É a evolução: não se pode ser um bebé deliciosamente lindo e tranquilo para sempre. Agora, assistimos ao despertar da fera.
Durante o Verão, a bebé passeou o seu balde e pá pela areia molhada, entrou corajosamente nas ondas e mostrou que é de fibra e viciada em água. Fico orgulhosa com esta sua apetência aquática dado que eu também assim era como testemunham as minhas fotos de nadadora precoce.
O seu delírio maior foram os animais que conheceu e os quais, a partir de agora, já é capaz de identificar quando os vê em livros e desenhos animados ou filmes. Animais como as ovelhas, vacas, porcos, galinhas, golfinhos, focas, leões-marinhos, macacos, iguanas e saguins, dando esta lista também uma ideia das férias dela, do campo à praia nada faltou.
Como não podia deixar de ser, eu e o pai dela trouxemos de Espanha o seu novo guarda-roupa de Inverno, tal como no ano passado. Isto por a aldeia do meu sogro ser a 10 minutos da fronteira. Tenho que reconhecer que os espanhóis adoram crianças e sabem tratá-las como autênticas princesas. Têm uma loja imperdível, a “Nanos”. Mas mesmo as mais acessíveis são belíssimas nas peças das suas colecções que não se vêem por cá. O preço anda ela por ela é mesmo uma questão de bom gosto.
E assim envaideço e dou cabo da minha filha que já escolhe, grita e exige. Gostava de a educar o melhor possível e emociono-me muitíssimo quando ela me chama querida. Estamos em pleno processo de educação e, até eles serem maiores há que dobrá-los mas... tudo com muito carinho.