Uma das minhas leituras de férias foi “A Estrela de Joana”, da autoria de um ex-inspector da PJ, Paulo Pereira Cristóvão. Como todos os portugueses sentia curiosidade em saber o que de facto teria acontecido à Joana. Por outro lado, o facto de o livro ter sido escrito por um dos polícias envolvidos na investigação tornava aliciante espreitar para a forma como a nossa polícia – tantas vezes criticada como elogiada – trabalhara neste caso. Sendo também eu mãe de uma bebé lindíssima de oito meses recentemente feitos foi mais outro motivo: se tenho uma menina e, se neste país, elas desaparecem deixa-me cá acautelar.
Sobre o funcionamento da PJ fiquei esclarecida. Não são profissionais a trabalhar antes se desenrrascam. Por exemplo, em vez de selarem a tempo e horas uma sala ou uma casa para a equipa forense trabalhar arrancam pernas de sofás e retalham colchões para estes serem analisados em laboratório. Disse equipa? Afinal parece que era só uma mulher munida de uma luz mágica… Têm boa vontade estes senhores. Mas só isso é insuficiente. A falta de coordenação entre uns e outros é total. A intromissão da senhora directora da prisão onde se encontrava detida Leonor Cipriano é disso exemplo. Como gerir interrogatórios e silêncios quando alguém não autorizado pretende descobrir o grande segredo estorvando o trabalho extenuante de outros? E uma pessoa que se tenta suicidar pelo vácuo do corrimão de umas escadas e falha fica com a cabeça cheia de hematomas porquê? Chegou a bater nalgum degrau? São célebres as tareias da PJ. Sobretudo quando os suspeitos são jovens ou pobres. Caem sempre numas escadas quaisquer… Leonor não acusou o autor do livro. Aliás, refere que o homem que vê alinhado com outros mais, a interrogou mas que não lhe bateu. Ninguém sabe se lhe bateram ou não. Mas o sistema acreditou na versão da presa e os polícias foram ouvidos. Hoje já não são polícias… Apesar da vontade insana de querermos sacudir alguém que sabemos nos está a mentir e a ocultar informação temos de usar outros recursos que não a força física. Se somos todos tão inteligentes e eles são pobres e básicos, de certeza que há outros métodos para extrair confissões… Ainda bem que a Kate Mccann não se quis atirar por umas escadas abaixo durante as 11 horas de interrogatório a que foi sujeita. Caso contrário, teríamos mais picardias entre a nossa e a polícia deles.
Sobre o conteúdo do livro acho-o puro, no sentido em que a PJ trabalha mesmo assim e ainda bem que pudemos confirmar aquilo de que há muito suspeitávamos: não são competentes mas fazem o que podem e com os meios que têm. Também com a Maddie as coisas não podiam ter sido diferentes. Ser a própria polícia a descurar os eventuais locais de crime é mau. Ser polícia para mostrar prepotência e andar com um revólver atrás do cu ainda é pior. Fiquei com a impressão de que precisamos de investigadores, de psicólogos, de detectives e inspectores que saibam trabalhar em equipa sem que o ego de uns atrapalhe o de outros. Fornadas de gente nova e pura, bem-intencionada. Não admira que haja tanto desemprego no país. Os cargos estão realmente vagos. A PJ precisa de um pulmão novo, de muito oxigénio para se libertar da gangrena que a corrói.
Não é isso que vai impedir que miúdas deste país sejam esquartejadas por mães e tios incestuosos e enviadas em pedaços colocados debaixo dos assentos de automóveis vermelhos para serem prensados em Espanha. Ou não é isso que vai impedir que uma miúda inglesa desapareça de um quarto onde foi abandonada pelos pais. Mas pode fazer com que se encontrem as provas dos homicídios admitidos sem cadáver. Ou fazer com que os homicídios se admitam E uma evidência é bem diferente de uma especulação.
Sobre o funcionamento da PJ fiquei esclarecida. Não são profissionais a trabalhar antes se desenrrascam. Por exemplo, em vez de selarem a tempo e horas uma sala ou uma casa para a equipa forense trabalhar arrancam pernas de sofás e retalham colchões para estes serem analisados em laboratório. Disse equipa? Afinal parece que era só uma mulher munida de uma luz mágica… Têm boa vontade estes senhores. Mas só isso é insuficiente. A falta de coordenação entre uns e outros é total. A intromissão da senhora directora da prisão onde se encontrava detida Leonor Cipriano é disso exemplo. Como gerir interrogatórios e silêncios quando alguém não autorizado pretende descobrir o grande segredo estorvando o trabalho extenuante de outros? E uma pessoa que se tenta suicidar pelo vácuo do corrimão de umas escadas e falha fica com a cabeça cheia de hematomas porquê? Chegou a bater nalgum degrau? São célebres as tareias da PJ. Sobretudo quando os suspeitos são jovens ou pobres. Caem sempre numas escadas quaisquer… Leonor não acusou o autor do livro. Aliás, refere que o homem que vê alinhado com outros mais, a interrogou mas que não lhe bateu. Ninguém sabe se lhe bateram ou não. Mas o sistema acreditou na versão da presa e os polícias foram ouvidos. Hoje já não são polícias… Apesar da vontade insana de querermos sacudir alguém que sabemos nos está a mentir e a ocultar informação temos de usar outros recursos que não a força física. Se somos todos tão inteligentes e eles são pobres e básicos, de certeza que há outros métodos para extrair confissões… Ainda bem que a Kate Mccann não se quis atirar por umas escadas abaixo durante as 11 horas de interrogatório a que foi sujeita. Caso contrário, teríamos mais picardias entre a nossa e a polícia deles.
Sobre o conteúdo do livro acho-o puro, no sentido em que a PJ trabalha mesmo assim e ainda bem que pudemos confirmar aquilo de que há muito suspeitávamos: não são competentes mas fazem o que podem e com os meios que têm. Também com a Maddie as coisas não podiam ter sido diferentes. Ser a própria polícia a descurar os eventuais locais de crime é mau. Ser polícia para mostrar prepotência e andar com um revólver atrás do cu ainda é pior. Fiquei com a impressão de que precisamos de investigadores, de psicólogos, de detectives e inspectores que saibam trabalhar em equipa sem que o ego de uns atrapalhe o de outros. Fornadas de gente nova e pura, bem-intencionada. Não admira que haja tanto desemprego no país. Os cargos estão realmente vagos. A PJ precisa de um pulmão novo, de muito oxigénio para se libertar da gangrena que a corrói.
Não é isso que vai impedir que miúdas deste país sejam esquartejadas por mães e tios incestuosos e enviadas em pedaços colocados debaixo dos assentos de automóveis vermelhos para serem prensados em Espanha. Ou não é isso que vai impedir que uma miúda inglesa desapareça de um quarto onde foi abandonada pelos pais. Mas pode fazer com que se encontrem as provas dos homicídios admitidos sem cadáver. Ou fazer com que os homicídios se admitam E uma evidência é bem diferente de uma especulação.

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