O pai da bebé tem o sonho de um dia se tornar milionário graças ao concurso do Euromilhões. Nessa fantasia dele – na qual, por lei, dividiria o prémio comigo… ainda que a muito custo – o pai da bebé vê-se ao volante de um Aston Martin DBS, o carro do James Bond, no Casino Royale. Depois, porque como me assegura a nossa vida mudaria radicalmente, contrataria para sua segurança pessoal três jovens russas: Olga, Yelena e Tatiana. É um mistério como já as nomeia mas lá me vai avisando que não me quer a interferir com o seu esquadrão protector… Compraria uma casa na marginal – a qual cobiça desde criança – e creio que muitas outras mais. Claro que lhe disse: “Se contratares três russas eu vou querer escolher um mordomo, um jardineiro e um massagista”. Ao que ele retorquiu que eu não tinha direito a essas escolhas, uma vez que ele controlaria todos os gastos da nossa conta milionária.
Por que o pai da bebé se considera o gajo mais giro que alguma vez respirou no planeta Terra nem quero imaginar o que faria se de facto lhe saísse uma exorbitância de dinheiro. A primeiríssima coisa que faria era deixar de trabalhar. Tal como o meu irmão mais novo também ele defende que as pessoas só trabalham por necessidade e que quem tem dinheiro não precisa de suar as estopinhas. Uma vez em casa… o que faria? Calculo que, se fosse milionário, todos os dias teria programas estimulantes: viagens à volta do mundo, praia grande parte do ano, o último grito de tudo o que fosse informática e aparelhagens várias, bolos e doces vindos das melhores casas e pastelarias internacionais, uma ou mais equipas de futebol, grades e grades de sumol de ananás, uma megastore da sua marca de surf preferida e todos os demais negócios que já lhe passaram pela cabeça mas que nunca pôde concretizar.
Chegou mesmo a anunciar: “Como não podíamos ser pessoas normais comprávamos uma propriedade enorme e tínhamos tudo o que precisássemos lá dentro.” E eu fiquei a pensar que Deus é grande e todo-poderoso e que ainda bem que há pessoas que não ganham o Euromilhões. Passar a minha vida fechada numa casa ou com medo de sair à rua ou impedir a minha bebé de ter uma infância normal não me parece nenhum sonho, antes um pesadelo e dos grandes.
Durante um tempo – não muito prolongado – o assunto Euromilhões fica esquecido. Mas quando o prémio acumula inicia-se o processo de loucura. Aposta de forma aleatória sem números fetiche. Já me fez comprar também dez euros umas duas ou três vezes e eu lá acedi, ainda que muito contrariada porque ABOMINO jogos. Quando penso que já se esqueceu da fantasia verifico com algum divertimento que a ideia está cada vez mais refinada e repleta de acrescentos fantásticos. Desconfio que as russas tenham surgido numa inspiração directa das miúdas que servem as bebidas no bar do Casino Estoril. Fomos lá recentemente e, apesar de criticar o bar afundado que as fazia dobrar mostrando o rabo já pouco protegido pela veste reduzida, a verdade é que veio de lá com as russas na cabeça.
Quando lhe disse que se o dinheiro me saísse dava uns milhões aos meus pais e irmãos saltou-lhe a tampa. Creio que não planeia partilhar a parte dele nem com a família que o educou e vestiu nem com instituição de solidariedade alguma. E mais uma vez, só tenho de agradecer a Deus por uma pessoa tão generosa não ser prendada com tal dádiva. Imagino-o a ler este post e a pensar: “Eis a prova como aquela mulher não me deseja sorte! Pois não hás-de ver um cêntimo!”. Mas… é óbvio que gostava muito de ter milhões de euros. É melhor deixar isto bem claro, não vá o diabo tecê-las… Só que eu administro a minha parte e não vou ficar fechada em palácio algum. Se quisesse gaiolas tinha nascido canário. E a bebé voa comigo: em LIBERDADE.
Por que o pai da bebé se considera o gajo mais giro que alguma vez respirou no planeta Terra nem quero imaginar o que faria se de facto lhe saísse uma exorbitância de dinheiro. A primeiríssima coisa que faria era deixar de trabalhar. Tal como o meu irmão mais novo também ele defende que as pessoas só trabalham por necessidade e que quem tem dinheiro não precisa de suar as estopinhas. Uma vez em casa… o que faria? Calculo que, se fosse milionário, todos os dias teria programas estimulantes: viagens à volta do mundo, praia grande parte do ano, o último grito de tudo o que fosse informática e aparelhagens várias, bolos e doces vindos das melhores casas e pastelarias internacionais, uma ou mais equipas de futebol, grades e grades de sumol de ananás, uma megastore da sua marca de surf preferida e todos os demais negócios que já lhe passaram pela cabeça mas que nunca pôde concretizar.
Chegou mesmo a anunciar: “Como não podíamos ser pessoas normais comprávamos uma propriedade enorme e tínhamos tudo o que precisássemos lá dentro.” E eu fiquei a pensar que Deus é grande e todo-poderoso e que ainda bem que há pessoas que não ganham o Euromilhões. Passar a minha vida fechada numa casa ou com medo de sair à rua ou impedir a minha bebé de ter uma infância normal não me parece nenhum sonho, antes um pesadelo e dos grandes.
Durante um tempo – não muito prolongado – o assunto Euromilhões fica esquecido. Mas quando o prémio acumula inicia-se o processo de loucura. Aposta de forma aleatória sem números fetiche. Já me fez comprar também dez euros umas duas ou três vezes e eu lá acedi, ainda que muito contrariada porque ABOMINO jogos. Quando penso que já se esqueceu da fantasia verifico com algum divertimento que a ideia está cada vez mais refinada e repleta de acrescentos fantásticos. Desconfio que as russas tenham surgido numa inspiração directa das miúdas que servem as bebidas no bar do Casino Estoril. Fomos lá recentemente e, apesar de criticar o bar afundado que as fazia dobrar mostrando o rabo já pouco protegido pela veste reduzida, a verdade é que veio de lá com as russas na cabeça.
Quando lhe disse que se o dinheiro me saísse dava uns milhões aos meus pais e irmãos saltou-lhe a tampa. Creio que não planeia partilhar a parte dele nem com a família que o educou e vestiu nem com instituição de solidariedade alguma. E mais uma vez, só tenho de agradecer a Deus por uma pessoa tão generosa não ser prendada com tal dádiva. Imagino-o a ler este post e a pensar: “Eis a prova como aquela mulher não me deseja sorte! Pois não hás-de ver um cêntimo!”. Mas… é óbvio que gostava muito de ter milhões de euros. É melhor deixar isto bem claro, não vá o diabo tecê-las… Só que eu administro a minha parte e não vou ficar fechada em palácio algum. Se quisesse gaiolas tinha nascido canário. E a bebé voa comigo: em LIBERDADE.

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