Após o segundo mês de tratamentos perdi, segundo o BL, mais uns 17 centímetros. O peso manteve-se. Muito estranho este fenómeno de diminuir de volume mas não de peso… Na realidade, sinto os meus braços e pernas óptimos, apenas a barriga morta estraga tudo… Cada vez estou mais mentalizada para pôr em marcha o plano B, assim que vier de férias em finais de Setembro.
Partimos no próximo sábado e a ideia de mudar de ares começa a ganhar forma. Constato que cada vez mais me custa fazer malas. Antes, quando viajava muito por causa da profissão, até achava super divertido e comprava acessórios mil para os destinos que me esperavam. No entanto, nas minhas últimas viagens tenho sentido grande desmotivação para arrumar as minhas coisas. Uma vez no local adoro perder-me em compras e encher a bagagem de regresso. Mas é o fazer as malas para partir que me quebra por dentro. Afinal, descobri que é um suplício para a maioria das pessoas. Quase ninguém gosta dessa tarefa, assim como da viagem em si. Apenas a ideia das férias, do descanso e divertimento conforta e entusiasma quem parte.
Mas vejamos como simplificar o processo. Em primeiro lugar, tenho de consultar o boletim meteorológico para optar pelo calçado e roupa correctos. Ora bem, o meu sogro acende a lareira à noite e, segundo o telejornal, choveu granizo – do tamanho de ovos cozidos – em Trás-os-Montes. Hum… Um bom casaco, guarda-chuva, trench-coat e talvez um corta-vento. Mas céus! Já me parece roupa a mais. E nós vamos apenas de férias, não vamos mudar de casa! Quantas calças posso levar? Eu que neste momento só me sinto confortável com umas de ganga da Donaldson? Vestidos nem vê-los. Uma ou duas saias… É uma tarefa quase impossível porque tenho tantas peças lindíssimas num closet que é um sonho mas receio bem que só possa levar meia dúzia de insignificâncias…
A roupa é per si um problema. Se chegar amachucada já é outro. Não pode andar aos trambolhões na mala nem ficar demasiado apertada. Temos de acondicioná-la bem. Sempre tratei maravilhosamente os meus trapinhos. Mal chego penduro e arrumo tudo. Faz quase um ano parti em lua-de-mel e grávida de dois meses e meio. Neste momento, a minha semelhança física com o ano passado é notória. Podia estar grávida também. Maldita barriga e malditos genes, por que não sou uma magrinha, eu que com a minha altura e carinha laroca passava logo por modelo? Ai, que tristeza de vida…
Os sacos são bons para levar sapatos. De resto, os produtos de higiene devem ir nos sacos próprios e, por falar nisso, preciso urgentemente de comprar champô e creme amaciador! Uma regra de ouro é: pesados em baixo e leves em cima. As calças vão sempre no fundo da mala e por cima as t-shirts, blusas e tops.
Parece-me que pode ser boa ideia levar repelente de insectos e um canivete suíço. É que o campo oferece outras dificuldades distintas da praia. A questão é que não sei se vou saber usar um canivete suíço… Hum… E os medicamentos? Levar QUAIS? Dinheiro sim, telemóvel sim, máquina fotográfica obrigatória. Se não registo o momento excepcional do encontro do meu sogro e da neta dele é uma falha grave da minha parte. Eu ADORO que o meu sogro ame a minha filha. E por a mencionar… só a mala dela me faz tiritar de medo. E se me esquecer de algo muito importante? É que este bebé vive num império de bens materiais. Já estou a sentir suores frios… Enfim, portas trancadas e tudo desligado em casa, chave entregue à mulher-a-dias e seja o que Deus quiser. É neste sábado mas já estou a bater MAL…

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