Com a casa já totalmente organizada e decorada e a faltarem duas semanas para a bebé fazer os cinco meses ganhei ânimo e decidi liquidar o peso a mais. Farta de dietas improdutivas e de ginástica caseira inscrevi-me num ginásio a dois passos do prédio. Primeiro, investiguei as condições. Não era nada como o meu anterior mas… algo me sorriu e conquistou de imediato: o espaço dedicado à estética. Uma série de programas com vários tratamentos que aliados à ginástica e à dieta poderiam ajudar-me a emagrecer. Fiquei fascinada. Elaborei logo um plano semanal, uma vez que só me posso ausentar quando a Nice está operacional. O que seria de mim sem essa brasileira fabulosa que concilia o trabalho de limpeza com babysitting e que deve ser a culpada de já, por duas vezes, me terem atribuído um estranho sotaque brasileiro?
Assim, tranquila com a bebé entregue em boas mãos, lá sigo para a queima de calorias três vezes por semana. Descobri tratamentos incríveis: a pressoterapia, por exemplo, é uma espécie de terapia por pressão, ou seja, estamos deitadas numa marquesa e elas ligam a engenhoca de maneira a sermos mais apertadas do que alguma vez o fomos por braços de homem algum… Sabe bem e equivale a drenagem linfática. A crioterapia é um horror mas a seguir a grandes sudações é óptima. Trata-se de um gel que nos arrefece o corpo e, segundo o mito, ninguém até hoje o aguentou sem massagem. Depois, a electroestimulação – pequenos choques bem distribuídos pelo corpo – até pode ser interessante, uma vez que equivale a fazermos ginástica sem nos levantarmos da marquesa mas irrita-me que me digam que tenho os músculos da barriga atrofiados e que as agulhas estão paradas em vez de darem alegres saltos… Pudera! Ainda há pouco tinha a bebé lá dentro. Abdominais definidos depois da gravidez é difícil…
Exfoliações, massagens, chás drenantes, comprimidos para emagrecer e muito exercício é uma espécie de ou vai ou racha! Na verdade, sinto-me melhor, mais rija, com o ventre menos saliente e alguma roupa já me serve, embora ainda esteja justíssima. Mas pelo menos entra, o que é muito compensador. Ando mais animada e tudo, graças ao Bloco de Leste. É assim que designo a minha equipa de esteticistas. São todas loiras – Tatiana, Helena, Natália, Olga – vindas do frio (não admira que amem a crioterapia a seguir à sauna à falta de um lago de águas geladas…), altas e robustas, massagistas de mãos sábias e doces que asseguram uma diminuição de volume, medindo antes para impressionar depois. Sim, fui medida e pesada e, no fim destas sessões, espero não ser a primeira cliente excepção… Enfim, não posso pensar negativo e, como não há milagres, toca a reduzir doces, massas, pães, batatas, arroz, ou seja, tudo aquilo que nos dá prazer ingerir. Mas para perder peso, eu faço tudo, a sério. Já passei duas semanas a batidos e emagreci mas não voltei ao que era. No fundo, o que me parte a cabecinha é isso mesmo: não aceito o meu corpo tal como está; quero o meu físico de antes do parto e, enquanto não o tiver, enlouqueço e dou com todos em doidos.
O pai da bebé, por exemplo, torceu o nariz à iniciativa. Primeiro porque é muito ciumento e não quer que eu faça amizades no ginásio… Depois, porque é muito ciumento e acha que quem precisa de massagens é ele que, coitado, passa o dia todo à frente de um computador lá na empresa a trabalhar e a flirtar… Comovida com tanta angústia acumulada e para provar como sou uma jóia de mulher resolvi oferecer-lhe um programa especial de duas horas e meia no meu SPA. Os homens fingem sempre que não gostam destas coisas, sobretudo se forem sérias. Aposto que se tivesse descompressões manuais ficava com um sorriso extasiado. Porém, a minha bondade não chega a tanto. Tivesse aproveitado as massagens sensuais antes de constituir família.
Também a bebé gosta de ser massajada quando lhe passo os cremes de manhã e à noite. Podia dizer que ela dorme melhor mas para minha grande sorte ela sempre nos deu boas noites. O que é uma questão típica, já que quando somos pais todos nos perguntam: “E a bebé? Deixa-vos dormir?”. Sim, a nossa é um perfeito anjo. Tirando aquela hora de alarme accionado… Talvez ainda contrate uma babysitter russa. Lá que têm mão firme, têm!
Assim, tranquila com a bebé entregue em boas mãos, lá sigo para a queima de calorias três vezes por semana. Descobri tratamentos incríveis: a pressoterapia, por exemplo, é uma espécie de terapia por pressão, ou seja, estamos deitadas numa marquesa e elas ligam a engenhoca de maneira a sermos mais apertadas do que alguma vez o fomos por braços de homem algum… Sabe bem e equivale a drenagem linfática. A crioterapia é um horror mas a seguir a grandes sudações é óptima. Trata-se de um gel que nos arrefece o corpo e, segundo o mito, ninguém até hoje o aguentou sem massagem. Depois, a electroestimulação – pequenos choques bem distribuídos pelo corpo – até pode ser interessante, uma vez que equivale a fazermos ginástica sem nos levantarmos da marquesa mas irrita-me que me digam que tenho os músculos da barriga atrofiados e que as agulhas estão paradas em vez de darem alegres saltos… Pudera! Ainda há pouco tinha a bebé lá dentro. Abdominais definidos depois da gravidez é difícil…
Exfoliações, massagens, chás drenantes, comprimidos para emagrecer e muito exercício é uma espécie de ou vai ou racha! Na verdade, sinto-me melhor, mais rija, com o ventre menos saliente e alguma roupa já me serve, embora ainda esteja justíssima. Mas pelo menos entra, o que é muito compensador. Ando mais animada e tudo, graças ao Bloco de Leste. É assim que designo a minha equipa de esteticistas. São todas loiras – Tatiana, Helena, Natália, Olga – vindas do frio (não admira que amem a crioterapia a seguir à sauna à falta de um lago de águas geladas…), altas e robustas, massagistas de mãos sábias e doces que asseguram uma diminuição de volume, medindo antes para impressionar depois. Sim, fui medida e pesada e, no fim destas sessões, espero não ser a primeira cliente excepção… Enfim, não posso pensar negativo e, como não há milagres, toca a reduzir doces, massas, pães, batatas, arroz, ou seja, tudo aquilo que nos dá prazer ingerir. Mas para perder peso, eu faço tudo, a sério. Já passei duas semanas a batidos e emagreci mas não voltei ao que era. No fundo, o que me parte a cabecinha é isso mesmo: não aceito o meu corpo tal como está; quero o meu físico de antes do parto e, enquanto não o tiver, enlouqueço e dou com todos em doidos.
O pai da bebé, por exemplo, torceu o nariz à iniciativa. Primeiro porque é muito ciumento e não quer que eu faça amizades no ginásio… Depois, porque é muito ciumento e acha que quem precisa de massagens é ele que, coitado, passa o dia todo à frente de um computador lá na empresa a trabalhar e a flirtar… Comovida com tanta angústia acumulada e para provar como sou uma jóia de mulher resolvi oferecer-lhe um programa especial de duas horas e meia no meu SPA. Os homens fingem sempre que não gostam destas coisas, sobretudo se forem sérias. Aposto que se tivesse descompressões manuais ficava com um sorriso extasiado. Porém, a minha bondade não chega a tanto. Tivesse aproveitado as massagens sensuais antes de constituir família.
Também a bebé gosta de ser massajada quando lhe passo os cremes de manhã e à noite. Podia dizer que ela dorme melhor mas para minha grande sorte ela sempre nos deu boas noites. O que é uma questão típica, já que quando somos pais todos nos perguntam: “E a bebé? Deixa-vos dormir?”. Sim, a nossa é um perfeito anjo. Tirando aquela hora de alarme accionado… Talvez ainda contrate uma babysitter russa. Lá que têm mão firme, têm!

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