Admira-me que aos cinco meses, a bebé tenha escolhido justamente o seu pequeno polegar para o chuchar alegremente. Na verdade, começou por pôr a mão toda dentro da boca, ou dois e três dedos de cada vez. A dada altura, até provocou vómitos a ela própria, segundo o meu sogro, sempre atento a estas pequenas evoluções. Mas depois do que imagino ter sido um casting natural, a bebé acabou por optar pelo polegarzinho. Talvez por isso o nome da personagem e da história que tanto encanta as crianças. É curioso mas nunca tinha feito essa associação… Enfim, a verdade é que a bebé ama o polegar e eu passo a vida a tirar-lho da boca e a seduzi-la com a chucha, não vá o dedo ficar atrofiado.
O chuchar em si parece uma função vital na bebé tão importante como o respirar. Lembro-me que já no útero – como visionei nas ecografias – chuchava no polegar. Nascerão os bebés já programados para isto? Acredito que o principal culpado seja o biberão (no meu caso) e o peito da mãe, uma vez que ao beberem o leite fazem-no por sucção. Logo, os bebés, nas suas cabecinhas, associam o acto aos prazeres da vida. Afinal, é desse modo que enchem as barriguitas. Bem alimentados, associam o chuchar ao bem-estar e ao conforto. Também nós, quando nos deixam pendurados, costumamos dizer: “Pois é! E eu fiquei para aqui a chuchar no dedo”, quase como uma espécie de auto consolo. Um destes dias, andava eu com a chucha da bebé e o pai dela disparou: “Já não tens idade para andares com isso na boca!” e, depois, com um olhar e sorriso concupiscentes “a tua chucha agora é outra”. Homens… e o meu é realmente um doce aficionado por doces. Quando vamos a alguma feirinha ou festa popular enche-se de algodão-doce, chupa-chupas em forma de chupeta, maçãs caramelizadas, pipocas, frutos secos, gelados e tudo o mais que tiver muito açúcar. Se fosse eu pesava duzentos quilos mas a ele não faz grande mossa.
Nesta fase, a bebé não só chucha o polegar como mete tudo o que apanha na boca. A nossa mão, por exemplo, é capaz de direccioná-la certinha para aquela boquita aberta sempre babosa. Lá está, continuo a não ver dentes alguns mas o pediatra diz-me que a baba dela é sinal de que eles vêm aí. Os bonecos ficam ensopados, assim como todas as roupas que ela mastiga. Parece um caracol baboso. Fui obrigada a colocar-lhe um guardanapo perene. Só espero que não faça alergia. É verdade. Uma vez, numa loja de roupa para bebés – a minha perdição do último ano – uma mãe queixava-se de que uns guardanapos que tinha comprado para o bebé dela haviam-lhe feito alergia no pescoço, já não me lembro se os de atar com fitas ou os outros de feltro. Eu uso os dois e, embora a bebé seja atreita a alergias com a sua pele atópica, a verdade é que não registei sinais devastadores à conta dos babettes.
Apesar de molhar tudo à sua volta, a bebé recusa-se a beber água. Raríssimas vezes consegui que ela bebesse um gole ou outro. E com esta canícula era de esperar que saboreasse a sensação fresca da água. Alguém me disse também que os bebés devem beber muita água para fecharem mais depressa a moleirinha. Mas não sei se isso é verdade ou mito. Tenho de confirmar com o pediatra. Contudo, gostava que ela bebesse água. Eu própria, confesso, não bebo muita e sei perfeitamente que me ajudaria a emagrecer. Sou capaz de beber litros de leite magro e sumos sem açúcar mas nunca fui muito fã de água. Até a minha ginecologista topou isso e mandou-me beber mais. Agora com o ginásio, pelo menos, bebo sempre uma garrafita por treino.
Muitas vezes, eu própria lambuzo a bebé com beijos e controlo-me para não a morder porque ela está tão doce e apetitosa que é irresistível. Também o pai dela se queixa das minhas dentadinhas de amor. Acusou-me de o trincar, aquela flor de estufa. Ora, está visto que, desde bebés é pela boca que desfrutamos o máximo prazer possível: chuchando, trincando, lambendo, lambuzando, etc. E pela boca morre o peixe, o que significa que devemos acautelar os nossos ímpetos gulosos. Lembrei-me agora que, quando pedimos boleia também esticamos o polegar… Poderá isto despertar alguma memória afectiva no condutor que pára e se dispõe a transportar um desconhecido? Não… parece-me freudiano demais.
Mas voltando ao polegarzinho – não ao de Perrault, Grimm e Andersen mas ao da minha bebé – tenho de admitir que não deixa de ser enternecedor vê-la tão mínima e já tão decidida quanto ao dedinho a chuchar. E agora quem se está a babar sou eu. A mãe babada de um bebé baboso.
O chuchar em si parece uma função vital na bebé tão importante como o respirar. Lembro-me que já no útero – como visionei nas ecografias – chuchava no polegar. Nascerão os bebés já programados para isto? Acredito que o principal culpado seja o biberão (no meu caso) e o peito da mãe, uma vez que ao beberem o leite fazem-no por sucção. Logo, os bebés, nas suas cabecinhas, associam o acto aos prazeres da vida. Afinal, é desse modo que enchem as barriguitas. Bem alimentados, associam o chuchar ao bem-estar e ao conforto. Também nós, quando nos deixam pendurados, costumamos dizer: “Pois é! E eu fiquei para aqui a chuchar no dedo”, quase como uma espécie de auto consolo. Um destes dias, andava eu com a chucha da bebé e o pai dela disparou: “Já não tens idade para andares com isso na boca!” e, depois, com um olhar e sorriso concupiscentes “a tua chucha agora é outra”. Homens… e o meu é realmente um doce aficionado por doces. Quando vamos a alguma feirinha ou festa popular enche-se de algodão-doce, chupa-chupas em forma de chupeta, maçãs caramelizadas, pipocas, frutos secos, gelados e tudo o mais que tiver muito açúcar. Se fosse eu pesava duzentos quilos mas a ele não faz grande mossa.
Nesta fase, a bebé não só chucha o polegar como mete tudo o que apanha na boca. A nossa mão, por exemplo, é capaz de direccioná-la certinha para aquela boquita aberta sempre babosa. Lá está, continuo a não ver dentes alguns mas o pediatra diz-me que a baba dela é sinal de que eles vêm aí. Os bonecos ficam ensopados, assim como todas as roupas que ela mastiga. Parece um caracol baboso. Fui obrigada a colocar-lhe um guardanapo perene. Só espero que não faça alergia. É verdade. Uma vez, numa loja de roupa para bebés – a minha perdição do último ano – uma mãe queixava-se de que uns guardanapos que tinha comprado para o bebé dela haviam-lhe feito alergia no pescoço, já não me lembro se os de atar com fitas ou os outros de feltro. Eu uso os dois e, embora a bebé seja atreita a alergias com a sua pele atópica, a verdade é que não registei sinais devastadores à conta dos babettes.
Apesar de molhar tudo à sua volta, a bebé recusa-se a beber água. Raríssimas vezes consegui que ela bebesse um gole ou outro. E com esta canícula era de esperar que saboreasse a sensação fresca da água. Alguém me disse também que os bebés devem beber muita água para fecharem mais depressa a moleirinha. Mas não sei se isso é verdade ou mito. Tenho de confirmar com o pediatra. Contudo, gostava que ela bebesse água. Eu própria, confesso, não bebo muita e sei perfeitamente que me ajudaria a emagrecer. Sou capaz de beber litros de leite magro e sumos sem açúcar mas nunca fui muito fã de água. Até a minha ginecologista topou isso e mandou-me beber mais. Agora com o ginásio, pelo menos, bebo sempre uma garrafita por treino.
Muitas vezes, eu própria lambuzo a bebé com beijos e controlo-me para não a morder porque ela está tão doce e apetitosa que é irresistível. Também o pai dela se queixa das minhas dentadinhas de amor. Acusou-me de o trincar, aquela flor de estufa. Ora, está visto que, desde bebés é pela boca que desfrutamos o máximo prazer possível: chuchando, trincando, lambendo, lambuzando, etc. E pela boca morre o peixe, o que significa que devemos acautelar os nossos ímpetos gulosos. Lembrei-me agora que, quando pedimos boleia também esticamos o polegar… Poderá isto despertar alguma memória afectiva no condutor que pára e se dispõe a transportar um desconhecido? Não… parece-me freudiano demais.
Mas voltando ao polegarzinho – não ao de Perrault, Grimm e Andersen mas ao da minha bebé – tenho de admitir que não deixa de ser enternecedor vê-la tão mínima e já tão decidida quanto ao dedinho a chuchar. E agora quem se está a babar sou eu. A mãe babada de um bebé baboso.

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